Garimpo Cultural de Osasco: Altair Barbosa Gouveia

Altair Barbosa Gouveia

Personagem da peça Castro Alves
           Altair Barbosa Gouveia, casado com Rosimeire Chiarato Gouveia, pai de Henrique Chiarato Gouveia, nasceu no dia 2, primeiro domingo de julho de 1972, no Hospital Sorocabana da Lapa. Filho de Antonio Barbosa Gouveia e Ruth Machado Gouveia é o quarto dos seis descendentes do casal - contanto com o irmão Robson que faleceu ainda bebê.
      Cresceu na rua Salvador, 203, no Jardim Rochdale, Osasco, estudou até a 7ª série na Escola Júlia Lopes de Almeida, fez supletivo no Colégio Cruzeiro do Sul. Em, seguida cursou Técnico em Eletrônica na Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (Fito). Exerceu esta carreira por pouco tempo.
             Em 1996, com a morte de Renato Russo da Legião Urbana, única banda que realmente gostou e nunca conseguiu ver um show, Altair Barbosa Gouveia notou que trabalho não lhe possibilitava viver, principalmente com o baixo salário. Pediu demissão da empresa  de estabilizadores Amplimag e foi cursar teatro com o professor Inácio Gurgel.
            Esta foi a época de maior produção poética de Altair Barbosa Gouveia, com criação de textos narrativos, contos, poesias líricas e românticas.
O contato com Álvares de Azevedo quase o colocou no caminho do byronismo.

"Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,"
Lembrança de morrer - Lira dos Vinte anos - Álvares de Azevedo

Dormir, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, acordar, Dormir, Dormir,
Dormir,, comer, Dormir, Dormir, Dormir,
Esquecer, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, Dormir, semsono, Dormir,
Dormir, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Sofrer, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, Dormir, Dormir, mundoigual,
Dormir, Dormir, Dormir, morteñvem, Dormir,
Dormir, beber, Dormir, Dormir, Dormir,
Sono, Dormir, Dormir, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, fome, Dormir, Dormir,
Dormir, Dormir, Dormir, Dormir, Dor.
Depressão 2 - Um pouco de mim - Altair Barbosa Gouveia

          Foi Castro Alves que o fez ver a beleza de viver, de amar, literalmente amar... "

Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;"
Mocidade e morte - Espumas Flutuantes - Castro Alves

       O condoreirismo do Frances Victor Hugo, apresentado por Castro Alves, com a temática social e o romantismo carnal do poeta brasileiro, firmou-se melhor na alma de Altair.

"Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão.... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente"
Adormecida - Espumas Flutuantes - Castro Alves

O que quero? Ora, quero beijar-te mulher,
Quero beijar-te!... dai-me teus lábios,
Deixe-me senti-los como os morangos silvestres
molhados inda do orvalho que escorre em minha boca.
Soneto do desejo - um pouco de mim - Altair Barbosa Gouveia
  
        Após atuar por cinco anos nas ribaltas, em 2001 iniciou o bacharel em comunicação social com habilitação em jornalismo na Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (Fac-Fito), formando-se em 2004. Ainda em 2001 foi eleito conselheiro tutelara da criança e do adolescente de Osasco e fundou a Associação de Promoção para o Crescimento e Desenvolvimento Social Procedes.
          No ano de 2008 tentou legenda no Partido dos Trabalhadores (PT), no qual era militante, para o cargo eletivo de vereador. Com resposta negativa filiou-se ao Partido Verde (PV) e concorreu ao pleito de 2008 obtendo 494 votos. Em 2010 candidatou-se a deputado federal tendo 1.778 votos. E em 2012 foi o terceiro mais votado do PV em Osasco com 1.567 votos.

            Atualmente continua trabalhando na Associação procedes como gestor.


PRÓLOGO
                                              
Dizem que escrevi um livro,
Mas não é verdade este é um berçário;
E cada pagina um leito;
E em cada leito, um filho.
Ei-los lá esperando para serem lidos,
Não é necessário muita coisa a fazer.
Basta que abra um pouco o leito e
Eles despertaram vagarosamente ou
Bruscamente, depende do seu estado
De espirito, leitor.
Experimente deixar que a luz
adentre de mansinho, tal como
na terra do sol nascente e verás
como espreguiçam para mais uma
leitura, calmos, leves, verdadeiros.
E seja qual for seu estado de espirito
Todos, sem exceção de nenhum, os
Saudaram com o mais belo sorriso.
Neles você encontrará verdades da alma,
Verdades da vida, verdades de sua vida.
Mas cuidado!
Ou ficaras preso no leito de sua afinidade.
Não poderás sair.
Tome cuidado, não foi para isso que nasceram.
Eles estão aí para mostrar caminhos,
Mesmo que seja com dor.
Não se preocupe os poemas são assim. . .
Inesperados.
Não tema-os, ande com eles, fale deles,
Mostre-os, faça isto e terá amigos.
Não os maltrate, nem dobrem seu leitos
Para os marcar.
Feche-os com carinho para que
A luz saia tão devagar como entrou;
Como o por-do-sol no mais belo dia
Ou imitando o movimento de uma nuvem
Em uma tarde de primavera, cheirosa, florida. . .
Despeça-se de todos, deseja-lhes boa noite
Pois todos foram educados por mim
E todos lhe dirão:
- Durma com Deus e sonhe com os Anjos.




O TCHAU
           
Foi um tchau tão gostoso;
Tão cheio de amor.
Os movimentos que faziam no ar
Diziam: não fique triste
E nem chore; É um tchau muito
                                   Breve. Descanse, eu volto meu amor


                                  - Durma com Deus e sonhe com os Anjos.



POETA QUE BRINCA DE SER HUMANO
               
Sou um burocrata que gosta de fazer versos”
                                                                                                          Drummond
                       
                        Sou poeta que brinca der ser humano,
Por vezes desço a este plano,
Mas quando escrevo sou leve, calmo, puro.
Os versos me contemplam por contempla-los.
E quando sou poeta sou feliz.
As vezes meus versos tem cadência
Que me leva na beleza
Das palavras a bailar.
As vezes é demente. . .
Muito mais. . .  deprimente
Que faz a vida se apagar.
As vezes é sentido;
As vezes é querido
E as vezes, só as vezes
É puro como o olhar de
Uma mãe virgem.
Minhas palavras, meus versos
Minhas estrofes, meus poemas
É o que me faz poeta, que
                       Brinca de ser humano.

                      - Durma com Deus e sonhe com os Anjos.





QUASE IGUAIS
                                  
Eu tenho um par de braços,
Um par de pernas, um par de ouvidos,
Um par de olhos.
                                   E uma boca solitária.

                          - Durma com Deus e sonhe com os Anjos.


POEMA SOBRE A EDUCAÇÃO NO PAÍS





Nenhum comentário:

Postar um comentário